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26 de nov. de 2008

COB diz que está acompanhando caso que pode render medalha de ouro ao Brasil

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) disse hoje que está acompanhando o desenrolar do caso envolvendo o ex-atleta americano Tim Montgomery, que admitiu ter competido sob efeito de doping na final do revezamento 4x100m dos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000.
A equipe americana ficou com o primeiro lugar na prova, seguida pelo quarteto brasileiro - que poderia herdar a medalha de ouro.

O COB disse, por meio de comunicado, que está acompanhando "atentamente" o caso e que defenderá os interesses do esporte brasileiro.

"Tendo tomado conhecimento das declarações do ex-atleta americano Tim Montgomery, de que teria competido sob efeito de doping na prova do revezamento 4x100m do atletismo nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, o COB informa que está acompanhando atentamente o caso e que não medirá esforços para atuar em defesa dos interesses do esporte e dos atletas olímpicos brasileiros", disse a nota.

"O COB aguardará os desdobramentos do caso e a posterior decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre esta questão", acrescentou.

Já a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) afirmou que também está acompanhando o caso.

"A CBAt aguarda com muita atenção o desenrolar do caso para, no momento devido, caso confirmadas as declarações, atuar no sentido de que a medalha de ouro seja entregue a quem de direito", disse, em comunicado.

A equipe brasileira em Sydney era formada pelos atletas Vicente Lenílson, Edson Luciano, André Domingos e Claudinei Quirino.

23 de nov. de 2008

Bolt pilota Ferrari pelas ruas de Mônaco

O homem mais rápido sentiu o gostinho de voar sobre quadro rodas neste domingo. O jamaicano Usain Bolt, campeão olímpico e recordista mundial nos 100m, 200m e 4x100m rasos, pilotou o modelo F430 Spider da Ferrari pelo mesmo trajeto no qual é realizado o Grande Prêmio de Mônaco da Fórmula 1.


Bolt, que provavelmente será eleito o “atleta do ano” pela Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, em inglês) em algumas horas, partiu da famosa curva do hotel Fairmont e foi exaltado por fãs.

Com uma camiseta vermelha no mesmo tom do carro, o jamaicano não deixou de lado o seu tom irreverente. Bolt se divertiu com o rugido do motor, posou com as chaves do carro e fez o sinal da vitória para fotógrafos. Acompanhado por um funcionário da Ferrari, o velocista pisou fundo no acelerador e, após dominar o funcionamento da máquina, se atreveu a dar uma volta com seu pai e outra com uma prima.

11 de nov. de 2008

Marilson ganha ouro e abre pregão da Bolsa

Bicampeão na Maratona de Nova York, o corredor Marilson Gomes dos Santos repetiu o que já tinha feito na cidade norte-americana e abriu nesta terça-feira o pregão da Bolsa de Valores de São Paulo, que é uma de suas patrocinadoras.

Marilson abriu os pregões em Nova York e São Paulo em meio a uma das piores crises da economia mundial na história. Assim como nos Estados Unidos, pediu sorte para as atividades do dia.


O brasileiro embolsou um prêmio de US$ 130 mil (cerca de R$ 270 mil) pela conquista nos EUA e, nesta terça, ganhou uma barra de ouro de um 1 kg, "brinde" oferecido aos atletas patrocinados pela BM&F Bovespa que conseguem bons resultados individuais.

Desta vez, até o técnico de Marilson, Adauto Domingues, foi premiado com um cheque. "É uma alegria e uma honra receber o Marilson, bicampeão de Nova York. O sucesso dele é um exemplo de que podemos esquecer a crise e a volatividade. Com a superação, é possível vencer qualquer obstáculo", destacou Edemir Pinto, diretor-presidente da BM&F Bovespa.

A presença de Marilson mudou um pouco a rotina da Bolsa. O atleta foi aplaudido pelos operadores na hora em que abriu o pregão. "É sempre uma situação diferente, já que costumo estar na pista treinando. Eu espero que traga sorte", disse.

"Fiquei muito feliz por ter vencido pela segunda vez a Maratona de Nova York. É importante para o atletismo brasileiro e o nosso clube", acrescentou Marilson.

A prova aconteceu no último dia 2 de novembro, mas o atleta brasileiro aproveitou a viagem aos Estados Unidos para passar um período de férias em Orlando e conhecer a Disney.

"(A Maratona de Nova York) tem muito a ver com as minhas características. Gosto de provas difíceis", completou Marilson, que também venceu em Nova York em 2006 e ainda conta com dois títulos da São Silvestre, em 2003 e 2005.

10 de nov. de 2008

Bolt e Isinbayeva lideram corrida pelo prêmio de melhor atleta do ano

Principais nomes do atletismo nos Jogos Olímpicos de Pequim, o jamaicano Usain Bolt e a russa Yelena Isinbayeva são os favoritos para a disputa do prêmio de atleta do ano, oferecido pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF). Os resultados no masculino e no feminino serão anunciados no dia 23 de novembro, em Mônaco.

Com três medalhas de ouro olímpicas, Bolt disputa o prêmio com o cubano Dayron Robles, campeão olímpico dos 110m com barreiras, e o etíope Kenesisa Bekele, ouro nos 5.000m e 10.000m em Pequim.

Na categoria feminina, as concorrentes de Isinbayeva, medalha de ouro no salto com vara em Pequim, são a etíope Tirunesh Dibaba, que conseguiu a dobradinha 5.000m/10.000m dos Jogos, e a queniana Pamela Jelimo, que venceu os 800mEm 2007, os escolhidos foram o corredor americano Tyson Gay e a etíope Meseret Defar.

5 de nov. de 2008

Murer tem mais técnica que Isinbayeva, diz técnico da russa

Com a marca de 5,05m, a russa Yelena Isinbayeva conquistou a medalha de ouro nos Jogos de Pequim e ainda estabeleceu um novo recorde mundial. Já Fabiana Murer, vítima de um erro da organização, foi eliminada de forma precoce na China.

O ucraniano Vitaly Petrov é técnico da russa e consultor da brasileira. Para ele, Murer tem uma técnica mais apurada que a concorrente. "A Yelena é geneticamente mais forte, mas a Fabiana é melhor tecnicamente", afirmou o treinador.


A explicação para a teorica é o tempo de treinamento de cada saltadora com o treinador. Ele começou a trabalhar com a brasileira em 2001, então uma atleta sem resultados de grande expressão. "Encontrei um material bruto", afirmou Petrov.

O ucraniano passou a comandar Yelena Isinbayeva apenas no final da temporada de 2005, quando a russa já era famosa e recordista mundial. Desta forma, Petrov teve mais dificuldades para implantar sua técnica com a saltadora.

"A Isinbayeva já tinha uma técnica anterior, já era recordista. Por isso, ficou mais difícil para ele trabalhar. Toda mudança exige um tempo de adaptação", explica Élson Miranda, treinador da atleta brasileira e discípulo de Petrov.

Amiga de Isinbayeva, Murer fala com modéstia sobre o assunto, mas não tem receio de afirmar que tem mais técnica que a russa. "Ela é uma grande atleta e nasceu para o salto com vara, mas acho que tenho melhor técnica pelo maior período de treino com o Vitaly", explicou.

Petrov fica no Brasil até o dia 12 de novembro para dar uma clínica aos atletas da equipe da BM&F. Miranda aposta na evolução de Murer ao lado do ucraniano. "Ele acreditava que a Fabiana poderia chegar até 4,80m, agora que pode chegar até 4,90. Talvez até a 5,0m, que seria o auge".

26 de out. de 2008

Queniano vence e bate recorde da maratona de Frankfurt

O queniano Robert Kiprono Cheruiyot venceu neste domingo a categoria masculina da maratona de Frankfurt, ao bater o recorde da prova com o tempo de 2h07min21s.


Em uma prova dominada pelos corredores quenianos, que conquistaram as 14 primeiras posições, Wilson Kiegen chegou em segundo, com o tempo de 2h08min16s, e Stephen Kiogora ficou em terceiro, com 2h08min24s.

Robert Kiprono Cheruiyot é tricampeão da Corrida de São Silvestre. Ele chegou em primeiro na tradicional prova disputada na capital paulista em 2002, 2004 e 2007.

Na categoria feminina, a vitória ficou com a alemã Sabrina Mockenhaupt, com o tempo de 2h26min22s, enquanto a russa Olesya Nurgalieva foi a segunda, com 2h27min37s, e a também alemã Melanie Kraus ficou em terceiro, com 2h28min20s.

22 de out. de 2008

Ouro em Pequim, Maurren troca de clube

Após conquistar a medalha de ouro no salto em distância em Pequim, Maurren Maggi mudou de clube. Nesta quarta-feira, a campeã olímpica anunciou, em entrevista coletiva, que trocou o BM&F pelo Grupo Rede Atletismo, de Bragança Paulista, no interior de São Paulo. O técnico Nélio Moura acompanha a atleta na mudança.


Em mensagem oficial na semana passada, o BM&F explicou que a atleta comunicou ao clube sua intenção de sair e desejou sucesso a ela. Na manhã desta quarta, em entrevista concedida em São Paulo, ela e o técnico confirmaram a assinatura de contrato com a Rede Atletismo. O grupo é mantido pelo Grupo Rede, empresa responsável pelo fornecimento de 35% da energia elétrica no país.

13 de out. de 2008

Zersenay Tadese sobra no Mundial de Meia Maratona no Rio

Assim como no feminino, a prova masculina também teve um campeão indiscutível. Zersenay Tadese, da Eritréia, venceu o Mundial de Meia Maratona no Rio de Janeiro na manhã deste domingo com a marca de 59m56s, praticamente dois minutos abaixo do segundo colocado, o queniano Patrick Makau Musyoki. Ahmad Hassan Abdullah, do Catar, completou o pódio. O brasileiro Marílson Gomes dos Santos terminou em oitavo, com o tempo de 1h03m14s.


Ao contrário dos anos anteriores, quando atletas do primeiro escalão mundial não disputavam, a etapa de 2008 contou com o melhor da Meia Maratona mundial. A dificuldade era tamanha, que no quilômetro sete o brasileiro Marílson Gomes dos Santos já se encontrava a 11 segundos do pelotão dos líderes, liderado desde o início por Zersenay Tadese.

Segundo Tadese, a facilidade encontrada tem um motivo: determinação.

- O tempo estava quente (cerca de 25º C), úmido, mas só pensei em vencer – diz à TV Globo.

O melhor colocado do Brasil, Marílson Gomes dos Santos, ficou satisfeito com o resultado.

- O calor estava muito forte durante a prova, até os africanos sentiram esta pressão. Mesmo assim, valeu pelo resultado que me deixou bastante feliz. Este ano foi de preparação para a Olimpíada de Pequim e depois dos Jogos não havia competido ainda, por isso estava um pouco fora de forma – avalia.

Na prova por equipes (somatório dos competidores), o Quênia levou a melhor sobre Eritréia: 3h07m24s contra 3h09m24s. Catar completou o pódio, com 3h10m52s. O Brasil, representado também por Giomar da Silva (20º), João de Lima (27º), Franck Caldeira (28º) e Ivanildo dos Anjos (51º), terminou em quinto.

1 de out. de 2008

Yelena Isinbayeva é eleita atleta européia do ano

A russa Yelena Isinbayeva, campeã olímpica de salto com vara, foi eleita a atleta européia do ano, anunciou nesta quarta-feira a Associação Atlética Européia (EAA, sigla em inglês).

A AEA anunciou o resultado da votação feita pelos seus membros, pelo público e comunicação social através do site do organismo na Internet, na qual a russa, que já ganhou este prêmio em 2005, ficou à frente da checa Barbora Spotakova, lançadora do dardo, e da belga Tia Hellebaut, salto em altura.

Isinbayeva, 26 anos, bateu quatro recordes mundiais este ano, o último deles nos Jogos Olímpicos de Pequim, quando conquistou o ouro com um salto de 5,05 metros.

"Eu queria ganhar nos Jogos Olímpicos mas penso que não ficaria verdadeiramente feliz se não tivesse estabelecido um novo recorde do mundo. Afinal, foi isso que aconteceu quando conquistei o meu primeiro título olímpico em Atenas há quatro anos", disse Isinbayeva. Já na dipusta pelo prêmio entre os homens, o campeão olímpico do triplo salto, o português Nelson Évora, está entre os 19 candidatos ao título de melhor atleta do ano.

O atleta do Benfica pode tornar-se no segundo português a ser distinguido com o prémio: em 2006, Francis Obikwelu foi o preferido do público, dos jornalistas e dos membros da AEA, numa votação que decorre através do site do organismo.

25 de set. de 2008

Sem se esforçar, Isinbayeva vence outra prova, na Coréia do Sul

Ainda competindo após o ouro e o recorde mundial conquistados nos Jogos Olímpicos de Pequim, a russa Yelena Isinbayeva conseguiu mais uma vitória. Nesta quinta-feira, pelo Meeting de Daegu, na Coréia do Sul, ela foi a melhor mais uma vez no salto com vara.

A russa não teve dificuldades e ficou bem abaixo da melhor marca mundial, os 5,05 m que conseguiu em agosto, na China. Com 4,60 m na prova, ela já pôde garantir a medalha de ouro, seguida pela alemã Carolin Hingst, com 4,55 m, e a compatriota Tatyana Polnova, que ficou com 4,45 m.

Foi o 11º triunfo consecutivo para a musa, que segue sem derrotas desde fevereiro. Isinbayeva ainda tentou melhor seu salto, com três tentativas em 4,75 m, mas falhou em todas as oportunidades.

Nos 100 m rasos, mais uma mostra da vantagem jamaicana, mesmo que o recordista mundial e campeão olímpico Usain Bolt não tenha participado, assim como Asafa Powell. A vitória foi então de Nesta Carter (10s08), que disputou passo a passo com Michael Frater, segundo, cravando 10s15. Ambos foram campeões em Pequim pela Jamaica no revezamento 4 x 100 m.

Já no salto em distância feminino, a russa Tatyana Lebedeva (RUS), segue tentando recuperar sua supremacia na prova, após ficar com a prata olímpica. Ela foi derrotada na China pela brasileira Maurren Maggi. Na Coréia do Sul, fez uma marca modesta, com 6,65 m, mas foi suficiente para bater a canadense Ruky Abdulai, que fez 6,52 m.

23 de set. de 2008

Após decepção em Pequim, Murer ganha vara

Pouco mais de um mês depois da polêmica na Olimpíada de Pequim, em que foi prejudicada pelo sumiço de uma de suas varas, a brasileira Fabiana Murer encarou com bom humor a entrega de uma vara substituta, nesta terça-feira, em um evento realizado em São Paulo.

O jornalista Sílvio Luiz, sempre extrovertido, participou da homenagem e entregou à atleta uma vara "legitimamente brasileira", a fim de que ela "não tenha problemas em competições futuras", como ocorreu na capital chinesa, em agosto.


Na ocasião, Murer reclamou muito com a organização durante a final e disputou o restante da prova com uma vara improvisada, tendo desempenho abaixo do esperado e sendo eliminada.

Nesta terça, a atleta, que também recebeu um cheque de um patrocinador pela participação nos Jogos Olímpicos, explicou que a vara era especial, comprada nos Estados Unidos, o que fez com que ela tivesse uma performance aquém do seu melhor.

Além dela, estiveram presentes no evento medalhistas olímpicos como Maurren Maggi, Robert Scheidt, Fábio Luiz, César Cielo, entre outros.

22 de set. de 2008

Excluída de Pequim, grega se defende

A atleta grega Fani Halkia chegou nesta segunda-feira à corte de Atenas para se defender da acusação de uso de drogas ilícitas durante os Jogos Olímpicos de Pequim.

À época, a grega chegou a ser expulsa de Pequim. No entanto, Fani, como defesa, insiste que não usou medicamentos para melhora de desempenho de forma intencional.

Fani foi medalhista de ouro nos 400 metros com barreira dos Jogos de Atenas, em 2004, e testou positivo para o esteróide metribolone no último dia 16 de agosto.

11 de set. de 2008

Cientistas dizem que Bolt correria 9s55 em Pequim

O velocista jamaicano Usaín Bolt assombrou o mundo ao faturar dois ouros olímpicos e quebrar o recorde mundial de duas provas tradicionais do atletismo nos Jogos Olímpicos de Pequim, os 100 e 200 metros rasos. Nas duas ocasiões, o desempenho de Bolt foi tão impressionante que ele chegou a diminuir o ritmo nos finais das corridas para comemorar sua vitória já garantida, tamanha a vantagem para seus adversários.

No entanto, segundo um grupo de cientistas noruegueses, a celebração do jamaicano na finalíssima dos 100 metros lhe custou 0s14 do tempo final que foi de 9s69, novo recorde mundial. Ou seja, Bolt poderia ter registrado uma marca ainda mais baixa, informou nesta quinta-feira o jornal britânico The Guardian.

Hans Eriksen, do Instituto de Astrofísica Teórica da Universidade de Oslo, e seus colegas analizaram na televisão as cenas da corrida, focando em Bolt e no norte-americano Richard Thompson, que terminou na segunda colocação. Ambos os velocistas diminuíram seus ritmos nos últimos segundos da prova.

Se Bolt tivesse reduzido seu tempo da mesma forma que fez Thompson teria conseguido um tempo de 9s61. No entanto, os cientistas acharam a previsão um tanto conservadora, e mudaram para o tempo de 9s55 caso o corredor não tivesse desacelerado tão bruscamente.

"Isto não quer dizer que seria o resultado final", disse Eriksen para a revista New Scientist. "É uma divertida aplicação simples de física, e que fizemos no melhor que podemos", acrescentou.

É difícil obter medições precisas de metragem com as imagens da televisão, que registram 30 frames por segundo ou menos, disse Mateo Bundle, da Universidade de Wyoming, que realizou estudos sobre a locomoção humana. No entanto, Bundle considerou os resultados dos norugueses como razoáveis.

10 de set. de 2008

Ex-marido de Maurren festeja medalha de ouro

Ex-marido de Maurren Higa Maggi, o piloto Antonio Pizzonia foi apresentado pelo Corinthians na manhã desta quarta-feira. Durante o evento, ele elogiou a atleta e comemorou a medalha de ouro conquistada por ela nos Jogos de Pequim.


"Foi fantástico. Estou muito feliz com o ouro da Maurren", declarou o amazonense. "Ela é uma pessoa maravilhosa e merecedora, além de também ser a mãe da minha filha", acrescentou Pizzonia.

O piloto também foi questionado sobre a situação de Felipe Massa na Fórmula 1. "Ele está de bem com a vida, bastante focado e bem psicologicamente. Em uma equipe boa e estruturada, com certeza vai dar o título para o Brasil", declarou.

Pizzonia passou pela Fórmula 1 entre 2003 e 2005, quando correu 20 corridas por Jaguar e Williams. O novo piloto do Corinthians garantiu que retornar à principal categoria do automobilismo não faz parte dos planos.

"A equipe exigiu um piloto alemão (Nick Heidfeld) e tinha uma política por trás. Foram coisas que me chatearam. Por dois anos, devido a essa política fui relegado a piloto de testes, sendo que a equipe me respaldava e dizia que, na hora certa e com o carro certo, eu seria campeão", recordou.

Na próxima temporada, o Brasil pode receber uma prova da Superliga. Os autódromos de Jacarepaguá, Interlagos, Brasília e Santa Cruz do Sul seriam as opções. "Pelo que tenho ouvido, a prova no Brasil fecharia a temporada", disse Pizzonia.

2 de set. de 2008

Após ouro, Maurren termina em quarto na Suíça

Ainda comemorando a medalha de ouro olímpica obtida em Pequim, Maurren Maggi voltou às pistas pela primeira vez após a conquista nesta terça-feira e, no Grande Prêmio de Lausanne, na Suíça, conquistou um quarto lugar, com a marca de 6,59 metros, abaixo dos 7,04 m atingidos em Pequim.

Mesmo assim, a atleta brasileira não deve ter problemas pelo desempenho. O próprio técnico Nélio Moura alertava que a prioridade é o Mundial de Stuttgart, no final do ano. O calendário ainda prevê provas para Maurren em Los Angeles, por exemplo, mas o treinador é direto.

"Iremos para fazer turismo e algumas compras", disse, no retorno ao Brasil após os Jogos.

A melhor do dia na Suíça foi a portuguesa Naide Gomes. Uma das maiores decepções na capital chinesa, a atleta fez 6,77 m e mostrou ter se recuperado da eliminação precoce na Olimpíada, quando sequer passou da fase classificatória.

Tatyana Lebedeva, que no Ninho de Pássaro saltou apenas um centímetro a menos que Maurren, voltou a ficar em segundo nesta tarde, com a marca de 6,64 m. O pódio do salto em distância no GP belga foi completado pela norte-americana Grace Upshaw, com 6,63 m.
A brasileira Keila Costa foi a décima colocada, com a marca de 6,35 m.

1 de set. de 2008

Após "assombrar" o mundo, Bolt já teria embolsado R$ 834 mil

As três medalhas de ouro conquistas este ano pelo jamaicano Usain Bolt nos Jogos Olímpicos de Pequim renderam ao atleta notoriedade mundial e um acréscimo considerável em sua conta bancária.
Segundo divulgou nesta segunda-feira o jornal espanhol El País, Bolt, desde o fim da Olimpíada, em 24 de agosto, já embolsou mais dinheiro do que havia conquistado em toda sua carreira e acumulou quase 350 mil euros, cerca de R$ 834 mil.


O bolso do jamaicano engordou por causa da grande atenção dada pela mídia ao campeão olímpico, principalmente pelo seu desempenho nas provas dos 100 m e 200 m, quando Bolt chegou a segurar o ritmo e mesmo assim bateu recordes mundiais. A fama é tanta, que em sua primeira competição pós-Pequim, no meeting de Zurique, na Suíça, os 26 mil ingressos se esgotaram com uma semana de antecedência.

Com a atração do público, o atleta aumentou o valor do seu cachê. Em Zurique, Bolt faturou, além de um valor fixo por participar da competição, 10 mil dólares por ser campeão olímpico e outros 16 mil dólares por ganhar a prova dos 100 m. Patrick Magyar, chefe do meeting suíço, não quis revelar valores, mas afirmou nunca ter pago tanto por um atleta, nem sequer pelo norte-americano Carl Lewis, cujo cachê chegou a ser de 100 mil dólares.

Todo esse dinheiro pegou Bolt desprevenido, que segue assinando autógrafos para intermináveis filas de fãs. O jamaicano não tem computador pessoa, não sabe matar o tempo nos hotéis luxuosos que se hospeda e não conhece os ¿truques¿ para se divertir durante as viagens. E não lhe deram tempo para assimilar as mudanças. Além de correr, e vencer, o tri-campeão olímpico terá de aprender a gerir sua herança olímpica.

31 de ago. de 2008

Maurren crê em Brasil como potência no atletismo

Responsável pela única medalha conquistada pelo Brasil no atletismo nos Jogos Olímpicos de Pequim, a saltadora Maurren Maggi acredita que o País virá a ser uma potência na modalidade nas próximas edições da Olimpíada. Após levar o ouro no salto em distância com 7,04 m - marca bem inferior, por exemplo, ao seu recorde pessoal de 7,26 m -, a atleta já espera ter sua marca superada pelas compatriotas em um futuro próximo.


"A gente colhe os frutos que planta. Tenho certeza de que haverão muitas mulheres e homens saltando mais de 7 m no Brasil. Hoje a gente já compete de igual para igual. Mais para a frente vamos ser uma grande potência no atletismo", destacou Maurren, 32 anos.

A opinião é compartilhada pelo técnico Nélio Moura, campeão também nas categoria masculina com o panamenho Irving Saladino. Para ele, a preparação foi a melhor possível dentro das limitações de infra-estrutura do Brasil.

"Eu só tenho a agradecer todo o apoio que a gente recebeu antes dos Jogos. Tivemos todo o tempo necessário para a preparação como nunca aconteceu antes em uma Olimpíada. Mais que medalhas, vale o número de finais que a gente teve em Pequim. Foi um recorde. A medalha da Maurren coroa o avanço do atletismo brasileiro. É a cereja do bolo", apontou.

O atletismo brasileiro conseguiu seis finais em Pequim, mas mostrou bom desempenho apenas em provas tradicionais do País, como o revezamento 4x100 m masculino e feminino (quarto lugar) e as provas de salto. Entre os homens, Jadel Gregório ficou em sexto no salto triplo, enquanto Keila Costa foi a 11ª no salto em distância, a prova vencida por Maurren.

Segundo Nélio, a medalha de ouro aumenta a pressão por resultados. "Se tivesse segredo (para o ouro), eu não contaria (risos). A gente montou um sistema que funciona dentro da nossa realidade. E a partir de agora o nível de exigência será maior. Mas eu gosto desse nível de desafio. E a função é cumprir as expectativas", promete o treinador.

"A Maurren vai ser modelo de milhões e milhões de crianças. E daqui para frente não tenho dúvidas de que surgirão novas Maurren, saltando marcas até maiores", completou Moura. "Com as ações que serão tomadas, nomes como a Maurren não vão aparecer mais por acaso. Vamos poder descobrir talentos com potencial e desenvolvê-los", afirmou.

Uma das novas esperanças no salto em distância já está cumprindo seu papel de protagonista: Keila Costa. Após conseguir 6,43 m em Pequim, a pernambucana, 25 anos, pode alcançar marcas ainda maiores segundo a avaliação do treinador.

"A Keila vai ser uma Keila, mas de alto nível. Ela é o único caso de uma finalista olímpica que salta com perna trocada. E ainda estava machucada. Seguramente ela vai seguir o caminho da Maurren quando se recuperar. Só precisa de tempo para se desenvolver", avaliou.

29 de ago. de 2008

Sem recorde, Bolt vence fácil os 100 m em Zurique

O jamicano Usain Bolt, ganhador de três medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim (100 m, 200 m e revezamento 4x100 m), confirmou que é o homem mais rápido do mundo na etapa de Zurique, na Suíça, da Golden League de atletismo. Nesta sexta-feira, Bolt marcou o tempo de 9s83.


Walker Dix, dos Estados Unidos, bronze em Pequim, foi o segundo colocado com o tempo de 9s99. Richard Thompson, representante de Trinidad & Tobago, ficou com a terceira colocação com 10s09.

O jamaicano não participou da quatro etapas anteriores da Golden League. Com isso, não se repetiu nenhuma vez o vencedor dos 100 m rasos. Carter, da Jamaica, Derrick Atkins, das Bahamas, Francis Obikwelu, de Portugal, Marc Burns, de Trinidad & Tobago, venceram respectivamente as etapas de Berlim, Oslo, Roma e Berlim.

A Golden League distribui U$ 1 milhão (cerca de R$ 1,63 milhão) em barras de ouro como prêmio para o atleta que vencer as seis provas da competição.

27 de ago. de 2008

"Quero me divertir e agradar o público", diz Bolt

O jamaicano Usain Bolt, recordista mundial dos 100 m rasos, vai voltar aos palcos do atletismo mundial na próxima sexta-feira, quando será disputado o Meeting de Zurique, na Suíça. O velocista disse que quer apenas se divertir na competição.


"Eu alcancei todos os meus objetivos em Pequim. Não posso falar sobre metas específicas para o resto da temporada. Não estou cansado. Eu quero me divertir e agradar o público", disse o recordista.


Bolt tambén falou sobre o sucesso de seu país no atletismo nos Jogos Olímpicos de Pequim. Ao todo, foram seis ouros, três prata e dois bronzes.

"Os velocistas jamaicanos trabalharam muito nesta temporada para alcançar suas metas. Principalmente por causa do ano olímpico", disse.

Outro assunto tratado por Bolt foi a doação de US$ 50 mil (R$ 81,5 mil) que ele fez para crianças vítimas do terremoto que atingiu a região chinesa de Sichuan, em maio. "Eu queria ajudar essas crianças para poder retribuir todo o apoio que o povo chinês me deu durante a Olimpíada", completou.

26 de ago. de 2008

Por filha, Maurren descarta posar nua

Medalha de ouro na prova do salto em distância nos Jogos Olímpicos de Pequim, Maurren Maggi retornou ao Brasil nesta terça-feira. Por sua filha Sophia, ela descartou a possibilidade de exibir suas curvas em uma revista masculina.


"Não, não! Minha filha não me deixaria", afirmou a atleta, rindo. "Eu nem penso nisso", completou Maurren, que será homenageada com uma estátua de 7 metros em uma praça da cidade de São Carlos, sua cidade natal no interior paulista.

Quando questionado sobre o assunto, o técnico Nélio Moura preferiu não fazer grandes comentários, e deixou a decisão a cargo da própria atleta. "Ela que sabe...", declarou o treinador.

A presença de atletas em revistas voltadas ao público masculino não é novidade. Ex-jogadoras da seleção feminina de basquete, Hortência e Marta já posaram nuas. Assim como Ida, do time de vôlei, e a tenista Vanessa Menga.