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15 de set. de 2008

Após decepção, Derly triunfa no Troféu Brasil

Após perder para o português Pedro Dias nos Jogos Olímpicos de Pequim e ver seu nome envolvido em um possível caso de adultério, o bicampeão mundial de judô João Derly teve nesta segunda-feira a sua redenção com o título no 7º Troféu Brasil, categoria meio-leve.

"Foi muito bom voltar a lutar no (clube) Sogipa, já fazia dois anos que eu não lutava aqui e voltar a sentir esse calor da torcida é sensacional. Esse lugar e essa torcida me dão força. O título serviu para levantar a moral e, agora, vou com tudo para o Mundial por equipes no mês que vem", afirmou Derly.

Apoiado por 36 crianças do Instituto Pódium, projeto social que mantém, e por todo ginásio do Sogipa, Derly disputou sua primeira competição após a Olimpíada. O título veio com uma disputada final com Benito Mussoline, que só foi decidida pelos juízes. Durante a campanha, foram quatro vitórias por ippon.

Campeão, o judoca garantiu presença na primeira seletiva para os Jogos de Londres, em 2012. Agora, João Derly já se prepara para disputar o Mundial de Equipes com a Seleção Brasileira, dia 5 de outubro, em Tóquio, no Japão.

O gaúcho foi o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha de ouro num campeonato da categoria principal, após derrotar o japonês Masato Uchishiba, em 2005, no 24º Campeonato Mundial de Judô, no Egito. O bicampeonato mundial veio em 2007, durante o 25º Campeonato Mundial, no Rio de Janeiro, ao vencer o cubano Yordanes Arenciba.

15 de ago. de 2008

Gigante de Guam impressiona o público

Se você fosse um lutador de judô toparia bater de frente com um atleta de 181kg e 2,13m de altura? E conseguir vencer um duelo contra ele por ippon? Pois foi o que alguns judocas da categoria peso-pesado (acima de 90kg) tiveram que encarar neste sétimo dia de competições dos Jogos de Pequim. O nome da fera em questão é Ricardo Blas Jr., judoca da pequena ilha de Guam, na Oceania.

Quando entrou no ginásio da Universidade de Ciência e Tecnologia, nesta sexta-feira, o "atleta" de 22 anos deixou o público impressionado, mas não pelos seus golpes, já que perdeu as duas lutas de que participou. O que mais chamou a atençao foi a silhueta avantajada, exibida a cada tentativa de ataque. Toda vez que ameaçava partir para cima dos rivais, ele fazia a alegria dos fotógrafos, que aproveitaram para clicar o gigante sob diferentes ângulos.


Filho de Ricardo Blas, ex-judoca e atual presidente do Comitê Olímpico de Guam, o peso-pesado já tinha feito sucesso na cerimônia de abertura, quando teve a honra de ocupar o posto de porta-bandeira da delegação de seu país. No entanto, com um desempenho pífio em Pequim, ele ficará lembrado como o gigante dos tatames que não mete medo em ningúem.

12 de ago. de 2008

Camilo é bronze e judô supera vela como maior medalhista

Atual campeão mundial, o judoca brasileiro Tiago Camilo faturou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim, nesta terça-feira, ao derrotar o holandês Guillaume Elmont, campeão mundial em 2005, na categoria até 81 quilos. Com o triunfo, o atleta transformou o judô no esporte com maior número de medalhas do Brasil na história da Olimpíada.


O ouro ficou com o alemão Ole Bischof, judoca que tirou o brasileiro pela luta rumo ao lugar mais alto do pódio. O esportista derrotou o sul-coreano Jaebum Kim na final e ficou com o título olímpico.

A modalidade chegou a Pequim com 12, uma a menos que o atletismo e duas a menos que a vela, mas a conquista de Camilo somada aos terceiros lugares de Leandro Guilheiro e Kethleyn Quadros na segunda-feira coloca o judô no topo da lista, com 15.

Foram duas medalhas de ouro, três de prata e dez de bronze. Mas o número pode aumentar já que o Brasil tem representantes nos três dias finais de competição. O campeão mundial Luciano Corrêa luta quinta-feira, assim como a veterana Edinanci Silva.

Além deles, ainda entram no tatame Eduardo Santos e Mayra Aguiar (quarta-feira) e o pesado João Gabriel Schlittler, terceiro colocado no Mundial do Rio de Janeiro e ouro nos Jogos Pan-Americanos, ambos no ano passado.

Mas apesar das 15 medalhas, o judô não pode ser considerado o esporte olímpico mais vitorioso, já que a vela conquistou seis medalhas de ouro. O atletismo também está à frente, com três.

Confira as 15 medalhas olímpicas do judô brasileiro:
Ouro:
Aurélio Miguel (Seul 1988)
Rogério Sampaio (Barcelona 1992)

Prata:
Douglas Vieira (Los Angeles 1984)
Carlos Honorato (Sydney 2000)
Tiago Camilo (Sydney 2000)

Bronze:
Chiaki Ishii (Munique 1972)
Walter Carmona (Los Angeles 1984)
Luís Onmura (Los Angeles 1984)
Henrique Guimarães (Atlanta 1996)
Aurélio Miguel (Atlanta 1996)
Flávio Canto (Atenas 2004)
Leandro Guilheiro (Atenas 2004)
Leandro Guilheiro (Pequim 2008)
Kethleyn Quadros (Pequim 2008)
Tiago Camilo (Pequim 2008)

11 de ago. de 2008

Com bronze, judoca ganha 1ª medalha do Brasil e faz história

Com um bronze, a judoca Ketleyn Quadros, 20 anos, deu a primeira medalha ao Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim. Na manhã desta terça-feira (horário de Brasília), terceiro dia de competições, a atleta venceu a australiana Maria Pekli na categoria leve (até 57 kg). Além disso, a brasiliense entrou para a história como a primeira medalhista mulher do País em esportes individuais.

Ao todo, o judô brasileiro conquistou 13 medalhas na modalidade, incluindo a conquista de Ketleyn: duas de ouro, três de prata e oito de bronze.


Desde os primeiros minutos de luta, a brasileira atacou a australiana. Recuada, Pekli acabou comentendo infração e deu um ponto de vantagem para Ketleyn, quando restavam 2min33s para o término da luta.

A australiana, 36 anos, muito mais experiente que Ketleyn, tentou reagir aos golpes da brasileira, mas demonstrava cansaço. Mesmo assim, a lutadora sul-americana acabou se entusiasmando mais que o nomal e também acabou penalizada, empatando o placar em 1 a 1 a 0min33s do final.

A decisão do combate foi para a morte súbita, onde a brasileira levou a melhor. Após uma falsa ameaça de dupla falta da australiana, quando restavam 2min34s para o final, Ketleyn conseguiu aplicar um wazari decisivo, aos 36 segundos, que selou a conquista da primeira medalha brasileira na Ásia.

Na trajetória de Ketleyn em Pequim, a lutadora bateu a sul-coreana Sinyoung Kang por um wazari. Na segunda luta, entretanto, a brasiliense perdeu a chance de disputar o ouro ao cair por um koka para a holandesa Deborah Gravenstijn, medalha de bronze nos Jogos de Atenas, em 2004.

Na repescagem, a brasileira superou atletas de respeito, como a espanhola Isabel Fernardez e a japonesa Aiko Sato, respectivamente segunda e terceira colocada no último Mundial da modalidade.

Na disputa da medalha de ouro, a judoca italiana Giulia Quintavalle derrotou a holandesa Deborah Gravenstijn.

O outro bronze ficou para a chinesa Yan Xu, que passou pela francesa Barbara Harel.