TVGolo.com - Novos Golos

23 de jun. de 2008

Apesar da eliminação, Donadoni não pensa em pedir demissão da Itália

A derrota para a Espanha nos pênaltis (4 a 2), nas quartas-de-final da Eurocopa 2008, parece não ter abalado o técnico da Itália, Roberto Donadoni. O comandante não acredita que o revés diante dos espanhóis possa derrubá-lo do cargo

Nesta segunda-feira, Donadoni admitiu que nem passa pela sua cabeça pedir demissão da atual campeã mundial. "Não pensei em deixar a Itália nem ao final da partida e nem agora. Perdemos a vaga nos pênaltis, que são uma loteria", explicou. "Se vencêssemos, todo mundo trataria nossa classificação de grandiosa e brilhante. Então, não tenho porque me demitir", completou.

Os diários italianos Corriere dello Sport e La Gazzetta dello Sport deram como certa a saída de Donadoni e a volta de Marcello Lippi ao comando da atual campeã mundial. "Lippi volta e Donadoni sai de cabeça erguida", destacou o Corriere. Já a Gazzetta disse que "Donadoni foi contratado como uma emergência e pagou pela sua pouca experiência como treinador. Sua seleção nunca teve heróis e nunca jogou de forma brilhante".

A Federação Italiana de Futebol havia renovado o contrato de Donadoni antes do início da Eurocopa. Porém, uma cláusula no contrato indicava que ambas as partes, em um prazo de dez dias após a última partida da seleção no torneio continental, poderiam tomar uma nova decisão.

O atual comandante da seleção afirmou que vai se reunir com o presidente da federação, Giancarlo Abete, nos próximos dias e se diz tranqüilo quanto a decisão que for tomada na reunião. "Vou conversar com o presidente, mas desde já quero dizer que o grupo é extraordinário e os jogadores estão de parabéns pelo desempenho".

22 de jun. de 2008

Brasileirão Série A - 7ª rodada

Grêmio vence Furacão, pula para segundo e espera o arqui-rival
Roger faz três de pênalti; novo vice-líder terá Inter pela frente

Com três gols de pênalti de Roger, o Grêmio derrotou o Atlético-PR por 3 a 0, na noite deste domingo, no Olímpico, e ganhou uma posição na briga entre os primeiros colocados do Campeonato Brasileiro. O Tricolor gaúcho segue invicto em casa, com 16 pontos, em segundo lugar, perdendo no número de gols marcados para o líder Flamengo (nove contra oito), mas passando o Cruzeiro no saldo (nova contra oito). O Furacão está com os mesmos oito pontos e em 11º lugar.

As duas equipes voltam a jogar no próximo domingo, em seus estádios, tendo pela frente dois arqui-rivais em clássicos regionais. O Atlético recebe o Coritiba, na Arena da Baixada, e o Grêmio pega o Internacional, de novo no Olímpico, no primeiro dos dois clássicos gaúchos de 2008.

Náutico bate Atlético-MG e permanece em quarto lugar

Se o rival Sport conquistou o título da Copa do Brasil, outra equipe pernambucana também já faz os planos para a disputa da próxima Copa Libertadores. Na noite deste domingo, o Náutico recebeu a visita do Atlético-MG no Estádio do Arruda (o campo dos Aflitos está interditado pela CBF), venceu por 2 a 1 e termina esta sétima rodada do Campeonato Brasileiro na quarta colocação.

A equipe alvirrubra chega aos 14 pontos ganhos, dois atrás dos líderes (Flamengo, Grêmio e Cruzeiro) e um de vantagem sobre o Palmeiras, garantindo sua posição na zona de classificação à próxima edição da principal competição continental.

O resultado também quebra uma seqüência de dois empates seguidos dos pernambucanos, que após vencerem o Botafogo por 3 a 0, em jogo marcado pelas confusões extra-campo, ficou no 0 a 0 com o Ipatinga, no interior mineiro, e 1 a 1 com o Vasco, já no Arruda.

Por outro lado, a situação volta a ficar complicada para o Atlético-MG, um dos times mais irregulares da competição. Os mineiros ficam na décima colocação da tabela, com nove pontos ganhos, cinco de desvantagem para o próprio Náutico e o objetivo de chegar á Libertadores para coroar o ano do centenário.

Goiás humilha Santos e amplia crise na Vila Belmiro

Cuca e Santos continuam sem se entender no Campeonato Brasileiro. Nesta noite de domingo, o Peixe acumulou o quinto jogo consecutivo sem vencer ao ser goleado por 4 a 0 pelo Goiás, em plena Vila Belmiro, continuando na zona do rebaixamento, e aumentando a crise entre elenco, diretoria e torcida. Foi o primeiro triunfo da equipe do Centro-Oeste na competição, exatamente na reestréia do técnico Hélio dos Anjos.

Com o resultado negativo, o Alvinegro soma três jogos e nenhuma vitória desde a chegada do novo treinador. Assim, aparece apenas na antepenúltima colocação, com cinco pontos em sete rodadas. Mesmo com a reação, o Goiás também continua no grupo dos quatro últimos, agora em 17º, com seis.

O Santos volta a campo no próximo sábado para enfrentar a Portuguesa, às 18h10m, no Canindé, em São Paulo. O Goiás atua no mesmo e horário dia. Encara o Vítória, no Barradão, em Salvador.

Fla se recupera, bate Ipatinga e assume a liderança

A equipe do Flamengo se recuperou do tropeço em casa contra o São Paulo, na semana passada, e venceu o Ipatinga, por 3 a 1, no Estádio Ipatingão, neste domingo, pela sétima rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.

O resultado recolocou a equipe rubro-negra na liderança da competição. O Flamengo tem os mesmos 16 pontos do Cruzeiro, mas os cariocas tem um saldo de gols melhor que o rival (nove contra oito).

Já o Ipatinga, com mais este tropeço dentro de casa, continua em situação complicada na competição, somando apenas cinco pontos ganhos, na 18ª colocação.

Palmeiras escapa de "alçapão" e vence Vasco

O Palmeiras conseguiu neste domingo uma importante vitória por 2 a 0 sobre o Vasco, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. De quebra, o time alviverde superou a pressão do "alçapão" de São Januário, onde a equipe carioca vinha de seis vitórias seguidas.

A partida teve dois tempos muito parecidos. Basicamente o Vasco pressionou nos primeiros 15 minutos, depois o Palmeiras equilibrou a partida, marcou um gol e matou o ímpeto do adversário.

Vitória faz 2 a 1 e Inter segue sem vencer fora de casa no BR-08

O Vitória soube aproveitar a desorganização da defesa do Inter e fez 2 a 1 na tarde deste domingo, em Salvador, pelo Campeonato Brasileiro. O time baiano não garantiu o resultado no primeiro tempo, e manteve uma desagradável dos gaúchos, que ainda não fizeram nenhum um ponto como visitante.

Garantindo mais três pontos, o rubro-negro chega aos 11 na tabela, e permanece a apenas cinco da primeira posição. Em situação oposta, o Colorado sofre sua quarta derrota em sete rodadas, estaciona nos sete pontos, ficando entre a zona de baixo da competição.


Resultados - Sáb, 21/06/08
Cruzeiro 3 x 0 Figueirense
São Paulo 1 x 0 Sport
Coritiba 2 x 1 Fluminense
Botafogo 0 x 1 Portuguesa

Classificação


Próxima Rodada - 8ª
> Sáb, 28/06/2008
18:20 - Vasco x Ipatinga
18:20 - Portuguesa x Santos
18:20 - Vitória x Goiás

> Dom, 29/06/2008
16:00 - Figueirense x Atlético-MG
16:00 - Sport x Flamengo
16:00 - Atlético-PR x Coritiba
16:00 - Cruzeiro x São Paulo
18:10 - Fluminense x Botafogo
18:10 - Palmeiras x Náutico
18:10 - Grêmio x Internacional

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Brasileirão Série B > 7ª rodada

Nos pênaltis, Espanha supera Itália e passa às semi da Euro

Após vencer os três primeiros jogos da primeira fase, a Espanha manteve o bom rendimento na tarde deste domingo - e o favoritismo -, ao bater a Itália, nos pênaltis, por 4 a 2 no Estádio Ernst Happel, em Viena, após empate sem gols no tempo regulamentar e prorrogação. O goleiro do Real Madrid e capitão da seleção, Iker Casillas, foi o grande nome da classificação.

A equipe do técnico Luís Aragonés supera assim antigos traumas, de jamais conseguir êxito em fases decisivas das principais competições mundiais e, além disso, de ser uma espécie de "freguês" da Itália nos mata-matas.

No duelo deste domingo, os espanhóis foram melhores em boa parte da partida. Mesmo assim, o nervosismo pesou contra a equipe, que desperdiçou boas chances de definir a situação no tempo normal, mas acabou parando na forte defesa italiana.

Nos pênaltis, melhor para o goleiro Casillas, que saiu de campo como herói após defender as cobranças de De Rossi e Di Natale, decisivas para a vitória espanhola.

A Espanha enfrenta agora a Rússia, de Guus Hiddink, na próxima quinta-feira, novamente em Viena, pelas semifinais da Eurocopa.

O jogo
Sem Pirlo e Gattuso, que cumpriam suspensão pelo acúmulo de cartões amarelos, a Itália voltou a privilegiar seu jogo defensivo no duelo com os espanhóis. As lembranças das eliminações para os rivais, no entanto, parecem ter incomodado a Espanha, que esteve melhor na partida e desperdiçou excelentes chances de matar o duelo ainda no tempo regulamentar.

Aos 31min do primeiro tempo, por exemplo, David Silva dominou pelo lado direito, levou a bola para o meio e finalizou forte, exigindo boa aparição de Buffon no canto esquerdo da meta. Pouco depois, foi a vez de Xavi experimentar a finalização, mas mandar o lance em cima da defesa.

A Itália se fechava, mas notou o nervosismo espanhol. Tanto que conseguiu a primeira boa chance da partida, aos 17min, quando Ambrosini cruzou na medida para Perrotta aparecer livre no meio da zaga e cabecear em cima de Casillas.

O goleiro espanhol parecia mesmo ser o ponto de experiência do jovem grupo. Na volta do intervalo, após Villa perder boa oportunidade aos 6min, coube a Casillas salvar o que seria um gol italiano. Aos 15min, Luca Toni aproveitou um cruzamento pela esquerda e desviou curto para Camoranesi emendar o chute e ver o arqueiro rival salvar o lance com a perna esquerda.

Mas a atual campeã mundial, apesar de ver os espaços deixados pelo adversário, não quis se arriscar. Fechou-se ainda mais e viu um bombardeio espanhol nos minutos finais. Aos 33min, Marcos Senna cobrou uma falta com perigo e viu Buffon espalmar para fora. No minuto seguinte, foi a vez de Fábregas tocar curto para o brasileiro finalizar de primeira. O arqueiro espalmou, mas a bola bateu na trave e por pouco não engana, obrigando a zaga a estourar o rebote.

Empate confirmado no tempo normal, a Eurocopa viu a sua terceira decisão no tempo extra em quatro partidas de quartas-de-final. E com a emoção valendo mais que esquemas táticos, os torcedores viram as duas equipes buscarem mais as jogadas. E mais uma vez os espanhóis foram melhores.

Aos 3min, David Silva aproveitou rebote da defesa e arrematou rente à trave esquerda. Dois minutos depois, a resposta italiana. Zambrotta cruzou da direita, Di Natale desviou de cabeça, mas Casillas espalmou lance sobre o travessão.

No segundo tempo da prorrogação, a Espanha foi para o tudo ou nada. Mas diante do paredão italiano, conseguiu apenas uma jogada de efeito, aos 5min, quando Villa foi lançado pela direita e finalizou cruzado. Buffon, contudo, saiu bem do gol e desviou pela linha de fundo.

Sem uma definição dentro das quatro linhas, a decisão da vaga foi para as penalidades. E lá brilhou Casillas. Enquanto Buffon defendeu apenas a cobrança de Guiza, o arqueiro espanhol defendeu as cobranças de De Rossi e Di Natale. E viu os companheiros Villa, Cazorla, Marcos Senna e Fábregas converterem suas cobranças. Grosso e Camoranesi marcaram para os italianos.

No vertical, Bob Burnquist fica em terceiro lugar na etapa de Baltimore

Dono da casa é o campeão. Sandro Dias ficou com o nono lugar

O brasileiro Bob Burnquist, campeão mundial em 2000, ficou em terceiro lugar na final do skate vertical da primeira etapa do Circuito Dew Tour de 2008 e foi o melhor brasileiro na prova, válida para o ranking mundial. Dez dos maiores skatistas do mundo integraram a disputa, que teve como campeão o americano Bucky Lasek, que competia em casa. Pierre-Luc Gagnon, do Canadá, completou o pódio. Sandro Dias, atual pentacampeão, ficou apenas com o nono lugar.

Na frente dos amigos e familiares, Lasek, que é de Baltimore, conhecido por suas inovações na pista, apresentou sua melhor forma e, voando, garantiu 93.75 em uma de suas voltas. Sem ser ameaçado por Pierre-Luc Gagnon e Bob Burnquist, o skatista local teve sua última volta para comemorar a vitória.

- Eu não vim aqui para levar o segundo lugar, nem ir para casa chateado. Eu estava aqui para ganhar para Baltimore - diz Lasek.

Confira a classificação final da prova
1. Lasek, Bucky EUA 55.75

2. Gagnon, Pierre-Luc CAN 65.5
3. Burnquist, Bob BRA 73.75
4. Macdonald, Andy EUA 83.75
5. Taylor, Adam EUA 80.5
6. Millar, Renton AUS 59.5
7. Mayer, Danny EUA 54
8. Hendrix, Neal EUA 41.25
9. Dias, Sandro BRA 68.5
10. Lorifice, Rob EUA ---

Com vitória magra, Seleção Olímpica é vaiada

Depois da derrota para o Paraguai e o empate sem gols diante da Argentina pelas Eliminatórias com a Seleção principal, a vida do técnico Dunga não melhorou com a equipe olímpica. Com vitória magra por 1 a 0 sobre um selecionado do Rio de Janeiro, a Seleção que se prepara para os Jogos de Pequim foi vaiada durante grande parte do amistoso realizado em Volta Redonda, neste domingo.

No primeiro tempo torcida começou apoiando, mas acabou virando de lado, e apoio exclusivamente o combinado fluminense na segunda parcial. "Timinho", "Vamos virar Rio", "Olé", foram alguns dos gritos contra a Seleção Olímpica. O "adeus a Dunga" também foi entoado algumas vezes.

O único gol da partida foi marcado por Alexandre Pato, ainda aos 7min de jogo, em bobeada da defesa adversária. Rodrigo Arroz tocou mal para Cássio, e o atacante do Milan interceptou, passando depois pelo goleiro e tocando direto para as redes. Nem mesmo o gol salvou Pato das críticas da torcida, que o chamou de "marreco", depois de perder boa oportunidade para ampliar o marcador no segundo tempo.

Em partida bastante atípica, tanto o Brasil como a seleção fluminense fizeram praticamente todas as trocas possíveis. Do lado verde-amarelo, apenas Pato, Hernanes e Alex Silva permaneceram em campo os 90 minutos. Entre as alterações para avalaiar o elenco, Dunga trocou Robinho por Rafael Sobis, Diego por Fernandinho e o goleiro Diego Alves por Renan.

O técnico Alfredo Sampaio também abusou das mudanças e até provocou um caso inusitado. O goleiro Marcelo Lomba, que entrou no lugar de Cássio, colocou a mão na bola fora da área para impedir avanço de Pato e foi expulso, aos 31min do segundo tempo. Sem outro goleiro para colocar em campo, o árbitro Marcelo de Lima Henrique autorizou o retorno de Cássio à meta.

Stoner ganha GP da Inglaterra de MotoGP

O australiano Casey Stoner, da Ducati, comprovou o bom desempenho dos treinos do fim de semana e venceu o GP da Inglaterra de motovelocidade na categoria MotoGP, neste domingo, no circuito de Donington Park. A vitória foi a segunda do piloto nesta temporada.

O italiano Valentino Rossi, da Yamaha e atual líder do Mundial, chegou em segundo, enquanto o espanhol Daniel Pedrosa, da Honda, foi o terceiro.


Depois de largar na pole position, o atual campeão mundial dominou a corrida do princípio ao fim e conquistou o 19º GP de sua carreira, subindo pára a terceira colocação do campeonato com 177 pontos.

O mundial de MotoGP é liderado pelo italiano Rossi com 162 pontos, seguido por Dani Pedrosa (151), Stoner (117) e Jorge Lorenzo (106).

"Não estávamos seguros de que tudo ia funcionar com os novos ajustes. Mas agora sabemos que podemos lutar pelo título", disse o australiano, após vencer a etapa.

O italiano, heptacampeão mundial, reconheceu que Stoner "foi muito bom", mas estava por ter se distanciado de Pedrosa. "Este era meu 200º Grande Prêmio e continuo aprendendo. É bom estar no pódio e liderando a luta pelo título", assinalou Rossi.

Confira a classificação do GP da Inglaterra de MotoGP:
1. Casey Stoner (Ducati) - 44min44s982
2. Valentino Rossi (Yamaha) - a 5s789
3. Dani Pedrosa (Honda) - a 8s347
4. Colin Edwards (Yamaha) - a 12s678
5. Andrea Dovizioso (Honda) - a 14s801
6. Jorge Lorenzo (Yamaha) - a 15s690
7. Nicky Hayden (Honda) - a 18s196
8. Chris Vermeulen (Suzuki) - a 21s666
9. Shinya Nakano (Honda) - a 29s354
10. Anthony West (Kawasaki) - a 41s030
11. Toni Elias (Ducati) - a 44s426
12. Randy de Puniet (Honda) - a 46s199
13. Sylvain Guintoli (Ducati) - a 48s731
14. Ben Spies (Suzuki) - a 49s591
15. Alex de Angelis (Honda) - a 1min22s186
16. Marco Melandri (Ducati) - a 1min30s021
17. James Toseland (Yamaha) - a 1 volta

Massa vence GP da França e assume a liderança do Mundial

O brasileiro Felipe Massa venceu o GP da França, neste domingo, e assumiu a liderança do Mundial de Fórmula 1. O piloto da Ferrari superou seu companheiro Kimi Räikkönen durante a prova e foi beneficiado pelo quinto lugar do polonês Robert Kubica, que agora tem dois pontos atrás na classificação geral.

Com a terceira vitória na temporada 2008, Massa chegou a 48 pontos e abriu boa vantagem de seus concorrentes mais diretos. Räikkönen é, agora, o terceiro colocado, com 43 pontos, enquanto o inglês Lewis Hamilton, da McLaren, parou nos 38.

A vitória de Massa também serviu para o Brasil quebrar um "jejum" na categoria. O último piloto nacional a liderar o Mundial de F-1 foi o tricampeão Ayrton Senna, em 1993. Massa foi ainda o segundo brasileiro a vencer na França, igualando-se a Nelson Piquet, em 1985, quando a prova era disputada no circuito de Paul Ricard.

Em Magny-Cours, Massa alcançou a vitória graças a um problema mecânico no carro de Räikkönen. Logo após concluída a metade da prova, o finlandês perdeu rendimento e permitiu a ultrapassagem de Massa, que manteve a liderança até o final.

Mesmo tendo problemas no carro durante 15 voltas, Räikkönen jamais foi ameaçado e se segurou na segunda colocação, garantindo a terceira dobradinha da Ferrari no ano. O pódio foi completado pelo italiano Jarno Trulli, que segurou a pressão do finlandês Heikki Kovalainen, da McLaren, no fim.

Na seqüência, Kubica, que havia virado líder do Mundial após a vitória no Canadá, há duas
semanas, chegou em quinto. Completaram a zona de pontuação o australiano Mark Webber, da Red Bull Racing, o brasileiro Nelsinho Piquet e o espanhol Fernando Alonso, ambos da Renault.

A corrida na França representou os primeiros pontos conquistados por Nelsinho na categoria. Ele largou em nono lugar e fez uma prova de segurança para se garantir entre os oito primeiros.
A duas voltas do fim, Nelsinho já se contentava com o oitavo lugar, quando Alonso errou em uma curva e permitiu a ultrapassagem do brasileiro. O outro brasileiro em ação, Rubens Barrichello, não repetiu o bom desempenho das duas etapas anteriores, quando pontuou em Mônaco e no Canadá, e não foi além do 14º lugar.

A corrida
A largada trouxe muitas mudanças para os dez primeiros colocados, e quem levou a pior foi o espanhol Fernando Alonso. O bicampeão mundial, mesmo com sua Renault mais leve por ter menos combustível, foi ultrapassado por Jarno Trulli e Robert Kubica e caiu para quinto lugar.

Confirmando o bom fim-de-semana da Toyota, o alemão Timo Glock assumiu o sexto lugar e foi seguido pelo australiano Mark Webber e pelo brasileiro Nelsinho Piquet.

O inglês Lewis Hamilton, que havia perdido dez posições no grid por ter provocado acidente nos boxes no GP do Canadá e largou em 13º, ganhou três postos até o fim da primeira volta. Nas nove seguintes, porém, só conseguiu ultrapassar seu companheiro de McLaren, o finlandês Heikki Kovalainen.

Na volta 14, Hamilton viu suas chances de pontuar se acabarem. Ele foi punido por atravessar uma zebra na ultrapassagem sobre o alemão Sebastian Vettel e teve de fazer uma passagem pelos boxes, voltando para o 13º lugar e tornando-se um figurante na prova -acabou em décimo.

Depois do primeiro pit-stop, as posições não se alteraram, e as principais emoções ficaram guardadas para a segunda metade da prova.

No momento mais importante, a 32 voltas do fim, Massa fez a ultrapassagem que decidiu a corrida. Räikkönen, que até então tinha atuação perfeita, teve problema com o escapamento solto e perdeu rendimento em seu carro, permitindo que o brasileiro tirasse os quatro segundos de desvantagem em apenas três voltas.

Massa, então, começou a disparar para a vitória. Nas oito voltas seguintes, o brasileiro colocou dez segundos de vantagem sobre Räikkönen e não perdeu o ritmo para terminar a prova com quase 18 segundos de frente para o finlandês.

Após o segundo pit-stop, o maior beneficiado foi Kovalainen, que assumiu o quarto lugar. Nas 15 voltas finais, uma leve chuva ameaçou atrapalhar os pilotos, mas poucos se arriscaram.

Kovalainen ainda tentou um lugar no pódio e roubar o terceiro posto de Trulli, mas o italiano se segurou na pista após os carros ficarem lado-a-lado e manteve a posição. A duas voltas do fim, porém, a pista escorregadia prejudicou Alonso, que quase saiu da pista em uma curva e deixou o sétimo lugar para Nelsinho Piquet.

21 de jun. de 2008

Brasileirão Série B > 7ª rodada

Corinthians vacila e Ponte empata no fim

Depois de seis vitórias consecutivas, o Corinthians, enfim, perdeu os primeiros pontos na Série B do Campeonato Brasileiro. Sem cinco jogadores considerados titulares, o Timão foi a Campinas e empatou por 1 a 1 com a Ponte Preta, nesta tarde de sábado, no estádio Moisés Lucarelli. Com o resultado no interior de São Paulo, a equipe dirigida pelo técnico Mano Menezes perde a chance de disparar ainda mais na classificação. Agora, segue na liderança, mas com 19 pontos. O Avaí, segundo colocado, tem 13. A Macaca sobe para sete, em 16°, e consegue escapar da zona do rebaixamento.

Na próxima rodada, o Timão enfrenta o Bragantino, quarta-feira, às 21h50m, no estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto. Um dia antes, a Macaca atua mais uma vez em casa. Desta vez, recebe o Santo André, às 20h30m.

Fora de casa, Avaí goleia e assume vice-liderança

Sem muitas dificuldades, apesar de jogar fora de casa, o Avaí manteve a sua invencibilidade na Série B do Brasileirão ao golear o lanterna América-RN por 5 a 1, e entrou na zona de classificação para a elite do futebol brasileiro. O atacante catarinense Vandinho fez o dele e chegou ao 25º gol na temporada, disparando na disputa pelo Prêmio Friedenreich, criado pelo TV Globo em parceria com o GLOBOESPORTE.COM para homenagear o maior artilheiro de 2008. A equipe catarinense subiu para 13 pontos, ocupando a segunda posição, ficando atrás apenas do Corinthians, graças ao empate do Juventude com o Vila Nova por 1 a 1, em Goiânia. O time potiguar segue em último, com três pontos apenas.

O Avaí já joga nesta terça-feira, dia 24, contra o Ceará, em Florianópolis. O América só joga na sexta, dia 27, novamente em Natal, contra o Paraná.

Juventude arranca empate contra o Vila Nova

O Juventude tinha tudo para chegar a vice-liderança do Campeonato Brasileiro da Série B, na tarde deste sábado, mas empatou com o Vila Nova em 1 a 1, no estádio do Serra Dourada. Com a igualdade entre São Caetano e Santo André, na última sexta-feira, a equipe de Caxias do Sul poderia somar 14 pontos e só ficaria atrás do Corinthians(19) na tabela de classificação. Agora possui 12 e o Vila ficou com 10. O próximo jogo do Juventude será contra o Bahia, na terça, às 20h30m, no Alfredo Jaconi. A equipe do Vila Nova recebe o Criciúma, na sexta, no mesmo horário.



Outros Resultados
> Sex, 20/06/08
20/06 - 20h30 > Paraná 1 x 0 ABC
20/06 - 20h30 > Criciúma 2 x 1 Fortaleza
20/06 - 20h3 > Marília 1 x 1 Bragantino

> Ter, 17/06/08
17/06 - 20h30 > Santo André 0 x 0 São Caetano
17/06 - 20h30 > Ceará 2 x 2 Bahia
17/06 - 20h30 > CRB 1 x 2 Barueri

Classificação


Próxima Rodada - 8ª
> Ter, 24/06/2008
20:30 - Juventude x Bahia
20:30 - Avaí x Ceará
20:30 - Ponte Preta x Santo André

> Qua, 25/06/2008
21:50 - Bragantino x Corinthians

> Sex, 27/06/2008
20:30 - América-RN x Paraná
20:30 - Vila Nova x Criciúma

> Sáb, 28/06/2008
16:10 - São Caetano x Gama
16:10 - Fortaleza x ABC
16:10 - CRB x Marília
20:30 - Brasiliense x Barueri

Rússia quebra "encanto" da Holanda e segue na Euro

A Rússia conseguiu vencer a Holanda por 3 a 1 neste sábado, na prorrogação, e eliminou a equipe sensação desta edição da Eurocopa. O time laranja tinha conseguido o primeiro lugar no "grupo da morte" na primeira fase, com vitórias sobre França, Itália e Romênia. O fato irônico disso é que o comandante da seleção russa é o holandês Guus Hiddink.

Guus Hiddink não é chamado de mago à toa. Ele fez mais uma mágica neste sábado, quem sabe das mais dolorosas de sua vida, e classificou a Rússia para as semifinais da Eurocopa. O problema é que a vaga veio às custas de seu país natal, a Holanda, até então grande sensação do torneio.


Pressionando muito o meio-de-campo holandês, os russos foram perfeitos taticamente. É verdade que voltaram a desperdiçar inúmeras ocasiões de gol, como já havia ocorrido antes no torneio, mas o atacante Pavlyuchenko aproveitou uma delas no tempo normal, e Torbinski e o ótimo Arshavin repetiram o feito na prorrogação para o 3 a 1 no final.

A Holanda havia marcado o gol de empate aos 40min do segundo tempo, com Van Nistelrooy, mas foi completamente dominada na meia hora extra de jogo e mereceu perder. Na semifinal, a Rússia enfrenta o vencedor do clássico deste domingo entre Espanha e Itália.

Um dia antes da partida, Hiddink havia dito que não se importaria de ser considerado um "traidor" nacional. "E já que é para ser traidor, vou ser em grande estilo e cantar o hino russo", comentara. De fato, antes da partida, as câmeras mostraram o holandês esboçando algumas palavras durante a execução do hino. Nos momentos dos gols, socou o ar com os punhos fechados.

Ele havia dito também que "quando se está com medo, o melhor remédio é atacar, atacar e atacar". Foi o que o time dele fez em campo. Pouco badalado no cenário internacional (se comparado a outros nomes), Hiddink é o técnico que levou a Holanda às semifinais da Copa de 98, caindo nos pênaltis contra o Brasil. Classificou também a Coréia dos Sul para as semis do Mundial de 2002 e, quatro anos depois, colocou a Austrália na Copa do Mundo e ainda arrancou uma vaga nas oitavas-de-final - o time só caiu para a Itália e com um pênalti discutível no final.

Para os russos, o milagre já havia sido operado, com a classificação para a Eurocopa em um grupo que tinha a Inglaterra. Mas Hiddink colocou o país nas quartas e, agora, nas semifinais. É a primeira vez na história que a Rússia chega tão longe. Antes, como União Soviética, havia vencido a Eurocopa de 1960 e chegado à final pela última vez em 88, quando caiu diante da Holanda do hoje técnico Van Basten.

A Rússia surpreendeu desde o início da partida, controlando a posse de bola e não dando espaços para Sneijder e Van der Vaart, os dois principais articuladores da Holanda.

Como resultado, começaram a surgir as chances de gol. Aos 6 minutos, Zhirkov cobrou falta e Van der Sar fez a primeira de uma série de ótimas defesas. No minuto seguinte, foi a vez de Pavlyuchenko cabecear sozinho, dentro da área, para fora.

Ainda que a torcida holandesa fosse maioria absoluta no estádio (praticamente três quartos), eram os russos que faziam muito mais barulho nas arquibancadas.

Empurrado pela torcida, o time russo voltou a criar chances e Van der Sar fez duas ótimas defesas em chutes de Arshavin, dentro da área, e Kolodin, de longe. O zagueiro, aliás, voltou a tentar um tiro quase do meio de campo, que saiu para fora, mas com perigo.

Após se livrar das várias ocasiões de gol criadas pela Rússia, a Holanda melhorou nos últimos 15 minutos da primeira parte. A troca de lado entre Sneijder (que foi para a direita) e Kuyt (que começou a cair pelo lado esquerdo) surtiu efeito, e o jogo passou a fluir mais para o time laranja. A melhor ocasião veio aos 37min, quando Van Nistelrooy invadiu a área, mas o goleiro Akinfeev defendeu.

No intervalo, Van Basten decidiu mexer no time e colocou Van Persie no lugar de Kuyt. Aos 10min, trocou novamente, colocando Heitinga no lugar do lateral direito Boulahrouz ¿ o jogador perdeu uma filha prematura, mas decidiu jogar mesmo assim e foi ovacionado pela torcida.
Só que foi justamente pelo lado direito da fesa que a Rússia chegou ao gol. Semak recebeu, cruzou, e Pavlyuchenko se antecipou à vaga para marcar 1 a 0.

A partir daí, foi um show de ocasiões perdidas pelos russos. A Holanda mantinha mais a posse de bola, mas criava pouco e sofria com a rapidez dos adversários quando estes recuperavam a bola.
O gol que levou o jogo para a prorrogação só poderia mesmo ter saído de uma bola parada, uma desatenção da pouco confiável defesa da Rússia. Após falta levantada na área, Van Nistelrooy, no segundo pau, mergulhou para marcar.

Por cinco minutos, a torcida holandesa cresceu. Mas logo as coisas voltaram ao normal na prorrogação. A Rússia voltou a ter o controle da bola e, para surpresa de todos no estádio (menos Hiddinck) passou a criar mais e mais chances de gol. Pavlyuchenko acertou chute no travessão, e Torbinski, livre na área, praticamente recuou para as mãos de Van der Sar.

No início do segundo tempo da prorrogação, a Rússia seguiu pressionando em busca do gol da vitória e teve um pênalti não marcado pelo árbitro quando Heitinga segurou Zhirkov na área. Na sequência, Pavlyuchenko desperdiçou outra chance na área.

O que parecia inevitável finalmente aconteceu. Arshavin fez ótima jogada pela direita e cruzou na área. Desatenta, a defesa holandesa não acreditou na jogada e viu Torbinski tocar para o fundo do gol. Logo depois, após cobrança de lateral, Arshavin recebeu na área e chutou a bola entre as pernas de Van der Sar para decretar o justo 3 a 1.

Em corrida com muitos acidentes, Cacá vence em Santa Cruz

Em uma corrida cheia de acidentes, o piloto Cacá Bueno conseguiu em Santa Cruz do Sul sua primeira vitória na temporada 2008 da Stock Car V8. A chuva que caiu durante a noite, somada à sujeira na pista e à leve garoa depois da largada formaram o pesadelo de muitos competidores. Valdeno Brito, da Medley/A.Mattheis, foi o segundo, seguido de Allam Khodair, da Boettger Competições.

Em uma ótima largada, Cacá saiu de quinto para assumir a liderança ainda na primeira curva. Atrás dele, acidentes e escapadas aconteciam a todo momento, com destaque para o forte acidente de Átila Abreu, que saiu ileso do carro.


A direção de prova colocou o safety car na pista e acalmou a confusão. Na relargada, Cacá foi para seu pit stop e Valdeno Brito assumiu a ponta. As posições se inverteram quando este último teve que parar.

Nas voltas finais Cacá teve que segurar a pressão de Valdeno, mas conseguiu conquistar sua primeira vitória no ano.

A liderança no campeonato é de Ricardo Maurício, da WA Mattheis, o sexto na corrida deste sábado, que soma até aqui 74 pontos. Marcos Gomes, Cacá Bueno, Thiago Camilo e Antônio Jorge Neto completam os cinco primeiros na classificação.

Confira o resultado da etapa de Santa Cruz:
1) Cacá Bueno (Mitsubishi Lancer)
2) Valdeno Brito (Chevrolet Astra)
3) Allam Khodair (Chevrolet Astra)
4) Antonio Jorge Neto (Mitsubishi Lancer)
5) Nonô Figueiredo (Mitsubishi Lancer)
6) Ricardo Mauricio (Peugeot 307)
7) Duda Pamplona (Mitsubishi Lancer)
8) Alceu Feldmann (Chevrolet Astra)
9) Daniel Serra (Chevrolet Astra)
10) Tarso Marques (Peugeot 307)
11) Ingo Hoffmann (Mitsubishi Lancer)
12) Giuliano Losacco (Peugeot 307)
13) Thiago Marques (Peugeot 307)
14) Felipe Maluhy (Mitsubishi Lancer)
15) Lico Kaesemodel (Mitsubishi Lancer)
16) Hoover Orsi (Chevrolet Astra)
17) Juliano Moro (Chevrolet Astra)
18) Guto Negrão (Chevrolet Astra)
19) Rodrigo Sperafico (Mitsubishi Lancer)
20) Marcos Gomes (Chevrolet Astra)
21) Andre Bragantini (Peugeot 307)
22) William Starostik (Peugeot 307)
23) David Muffato (Peugeot 307)
24) Julio Campos (Peugeot 307)
25) Ricardo Sperafico (Peugeot 307)
26) Popó Bueno (Chevrolet Astra)
27) Ruben Fontes (Mitsubishi Lancer)
28) Thiago Camilo (Chevrolet Astra)
29) Antonio Pizzonia (Peugeot 307)
30) Atila Abreu (Peugeot 307)
31) Norberto Gresse (Peugeot 307)
32) Pedro Gomes (Peugeot 307)