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16 de ago. de 2008

Estados Unidos dão show e arrasam a Espanha, atual campeã mundial

Este era considerado o melhor jogo do torneio de basquete antes das Olimpíadas de Pequim. No entanto, os Estados Unidos tornaram a tarefa muito fácil. Com show de LeBron James e Dwyane Wade, a seleção americana venceu a Espanha, atual campeã mundial, com tranqüilidade, por 119 a 80.


Os espanhóis só equilibraram o jogo na metade inicial do primeiro quarto. Depois, os EUA abriram uma boa vantagem, que só fez aumentar nos períodos seguintes. seguintes. LeBron foi o cestinha dos americanos, com 18 pontos, seguido por Wade e Carmelo Anthony, com 16. O maior pontuador foi o ala Felipe Reyes, da Espanha, com 19.

Após início equilibrado, americanos abrem boa vantagem
O jogo começou bastante equilibrado. A Espanha enfrentava os Estados Unidos de igual para igual. As duas seleções trocaram cestas até uma cesta de três pontos do ala-armador LeBron James, que fez os americanos abrirem 14 a 11 no placar. Os europeus, então, começaram a errar e a cometer muitas faltas. As estrelas da NBA se aproveitaram e fecharam o primeiro quarto em 31 a 22.

O segundo quarto começou uma defesa mais apertada no garrafão. Mas o aproveitamento nas bolas de três pontos dos Estados Unidos fez a diferença. Os americanos acertaram quatro das cinco tentadas no período, enquanto a Espanha chutou o mesmo número, mas converteu apenas uma. No fim, os espanhóis ainda tentaram reagir comandados por Pau Gasol, mas a desvantagem já era de 16 pontos.

Com jogadas rápidas no garrafão, os americanos começaram o terceiro quarto com show. Mesmo com a forte defesa da Espanha, LeBron James, Dwyane Wade e Kobe Bryant abusavam das enterradas. Carmelo Anthony, por sua vez, mostrou que estava com a pontaria em dia e acertou três cestas de fora do perímetro seguidas. Com os espanhóis desanimados, a tarefa dos Estados Unidos ficou ainda mais fácil e a vantagem passou facilmente dos 20 pontos: 86 a 63.

O último quarto foi ainda mais tranqüilo para os americanos. Com muita velocidade, os astros da NBA logo ampliaram a vantagem sobre os espanhóis para mais de 30 pontos. Com cestas de três de Tayshaun Prince e Carmelo Anthony, além de enterradas de LeBron James e Chris Paul, os Estados Unidos jogaram com muita tranqüilidade contra os desanimados europeus. No fim, a vantagem americana ficou em 39 pontos, graças ao excelente aproveitamento nas bolas de fora do perímetro, com 48% contra 29% nos três primeiros jogos.

Com a benção de Maradona, Messi brilha e põe Argentina no caminho do Brasil

Apontado como sucessor de Diego Maradona, Lionel Messi aproveitou a presença do ídolo no estádio de Xangai para colocar a Argentina na semifinal do futebol masculino das Olimpíadas contra o Brasil. O craque do Barcelona fez o primeiro gol e deu outro de presente para Di Maria, na prorrogação, fazer 2 a 1 sobre a Holanda, neste sábado.


Maradona chegou à China quase na hora da partida e sofreu com pelos menos três chances claras desperdiçadas por seu genro Agüero, namorado de Gianina. Riquelme, dono da camisa 10 que já foi sua, também pouco apareceu em campo. Coube a Messi chamar a responsabilidade. Na etapa inicial, driblou o goleiro e abriu o placar. Depois, a Holanda empatou com Bakaal e levou para a prorrogação. No tempo extra, o camisa 15 deixou Di Maria na cara do gol para garantir a classificação.

Atual campeã olímpica, a Argentina será o rival da seleção de Dunga na semifinal de terça-feira, no Estádio dos Trabalhadores em Pequim, às 10h (de Brasília). A partida terá transmissão ao vivo da Rede Globo e do SporTV, além de acompanhamento em Tempo Real no GLOBOESPORTE.COM. A outra vaga na final será decidida por Nigéria e Bélgica, às 7h (de Brasília), em Xangai.

Maradona incentiva a Argentina no estádio de Xangai: show de Messi, erros do genro Agüero
Nos primeiros 15 minutos, a Argentina mandou no jogo. E contou com a ajuda da zaga holandesa para pressionar e chegar ao gol. Aos 8, Messi teve a primeira chance. A defesa da Laranja saiu jogando errado, Riquelme tocou para o craque do Barcelona, que invadiu a área, driblou o goleiro Vermeer e chutou para o gol, mas Pieters tirou em cima da linha. Na seqüência, mais pressão. Novo erro holandês, Agüero ficou com a bola na área e bateu forte, por cima.

O gol saiu aos 13, em lance de Messi muito parecido com o anterior. O meia-atacante entrou na área, driblou Vermeer de novo e chutou sem chance de perder o gol: 1 a 0.

Mas a vantagem no placar fez a atual campeã olímpica diminuir o ritmo. Pagou o preço. Aos 36, a Laranja chegou ao empate. Em cobrança de falta, Babel rolou para Sno soltar a bomba. A bola bateu em um argentino e sobrou para Bakaal, na marca do pênalti. A defesa argentina parou esperando impedimento, mas o holandês, em posição legal, aproveitou para empatar o jogo.

Os hermanos voltaram do intervalo dispostos a marcar o segundo gol logo. Com dois minutos, Agüero recebeu belo lançamento de Mascherano, pela direita e bateu cruzado, para fora. Cinco minutos depois, o genro de Maradona perdeu mais uma grande chance: Di Maria cruzou da esquerda, Agüero tocou de cabeça e a bola saiu perto – muito perto – da trave direita.

Aos 28, a Argentina perdeu o goleiro Ustari, que fazia boa partida. O camisa 1 se machucou sozinho e saiu para a entrada de Sergio Romero. O novo goleiro levou um susto aos 42. De Guzman limpou a jogada na entrada da área e achou Drenthe sozinho pela ponta direita. O jogador do Real Madrid entrou na área e bateu forte, por cima.

Mas a chance do jogo foi nos pés de Messi, dois minutos depois. O craque arrancou pela esquerda, driblou Jong-a-Pin, colocou entre as pernas de Zuiverloon e bateu de canhota, para grande defesa de Vermeer. Gol? Só na prorrogação.

Depois de perder mais uma boa chance antes do primeiro minuto da prorrogação, Agüero foi substituído por Lavezzi aos nove. Sem Agüero e com Riquelme apagado, Messi chamou a responsabilidae. E resolveu.

Aos 14 do primeiro tempo da prorrogação, o craque do Barça dominou no meio-campo, limpou a jogada e achou Di Maria entrando pela esquerda, nas costas da zaga. Di Maria entrou na área e tocou na saída do goleiro holandês: 1 a 0. Era o que precisava para Maradona comemorar antes de ver Brasil x Argentina.

Federer dá show e se despede da ponta do ranking com ouro na chave de duplas

Roger Federer não será mais o número 1 do mundo na próxima segunda-feira, mas o suíço foi simplesmente espetacular em seu último jogo como líder do ranking. Ele deu uma aula de tênis nas duplas e conquistou, neste sábado, a medalha de ouro olímpica na modalidade ao lado do compatriota Stanislas Wawrinka.

Pouco importou a decepcionante derrota na chave de simples. Após entrar em quadra neste sábado ao som da Marcha Imperial do filme "Guerra nas Estrelas", o número 1 da Suíça voltou a atuar como Darth Federer e foi impiedoso na vitória por 6/3, 6/4, 6/7 (4/7) e 6/3 sobre os suecos Simon Aspelin e Thomas Johansson.


Já no primeiro set, Federer foi decisivo. No quarto game, fez duas devoluções baixas dificultaram a vida de Aspelin, que sacava, e permitiram que Wawrinka matasse ambos pontos, consolidando a única quebra da parcial. No décimo game, Federer sacou em 5/4 e fez três aces, fechando o set sem dar chances de recuperação aos suecos.

A segunda parcial foi mais dura, mas a "Força" continuou com Federer. Embora Aspelin e Johansson tenham sido quebrados logo no terceiro game, o número 1 da Suíça precisou de seguidos aces para se salvar de dois break points. Em outras duas chances de quebra suecas, Federer voleou firme para salvar a parceria. A Suíça manteve o serviço até o fim da parcial e abriu 2 sets a 0.

A Suécia ameaçou uma reação no terceiro set e quebrou o saque de Federer logo no primeiro game, mas o número 1 e Wawrinka recuperaram a igualdade em seguida, quebrando Aspelin. A parcial ficou empatada até o tie-break. No game de desempate, dois erros de Wawrinka em voleios deram dois mini-breaks aos adversários, e a Suécia forçou o quarto set.

Aspelin e Johansson começaram a forçar o jogo em cima de Wawrinka, e foi justamente o número 10 do mundo que desequilibrou. No quarto game da parcial, dois break points apareceram para a Suíça, cortesia de um voleio e uma passada vencedores de Wawrinka. Com um voleio preciso, Federer selou a quebra. Firme no saque, a parceria suíça não deu chances e fechou o jogo com tranqüilidade.

Gêmeos com o bronze
Os americanos Bob e Mike Bryan, irmãos gêmeos e números 2 do mundo, ficaram com a medalha de bronze. Eles superaram, neste sábado, os franceses Arnaud Clément e Michael Llodra por 3/6, 6/3 e 6/4.

Bolt bate recorde e é novo campeão dos 100 m

A final dos 100m dos Jogos Olímpicos de Pequim acabou ao som de muito reggae. O jamaicano Usain Bolt conquistou a medalha de ouro, quebrou o recorde mundial com o tempo de 9s69 e venceu a prova realizada neste sábado que definiu o "homem mais rápido do mundo".

O domínio de Bolt, 21 anos, foi tanto que o atleta pôde diminuir o ritmo, dar sua típica olhada para os lados e bater no peito como quem diz que ninguém é mais rápido do que ele. A marca anterior pertencia ao próprio jamaicano, 9s72, no meeting de Nova York, em junho deste ano.

A diferença para o segundo colocado, o atleta Richard Thompson, de Trinidad e Tobago, foi de incríveis 20 centésimos. A medalha de bronze ficou com o velocista norte-americano Walter Dix, com o tempo de 9s91.

Após a conquista, o velocista nascido em Trelawny mostrou toda sua irreverência. Fez muita festa, abraçou torcedores, "disparou" flechas e sorrisos para a platéia, dançou para câmeras e posou para fotos ao lado de sua nova marca.

"Todos os dias eu treino para ser um campeão. Mostrei o melhor que posso fazer, estou muito feliz. Não estou preocupado em ser o homem mais rápido do mundo, sou um campeão olímpico, isso que importa", afirmou Bolt.

"Agradeço meu técnico, que vem me guiando durante anos. Ele me fez virar um campeão olímpico", acrescentou o jamaicano, que disse que em seu país o ouro já era esperado.
"Todo mundo na Jamaica sabe que eu sou campeão olímpico. Sempre achei que eu pudesse ser um campeão olímpico", avisou.

Segundo colocado na prova, Thompson enalteceu o desempenho de Bolt. "Eu não acho que era possível derrotar Usain do jeito que ele correu neste sábado. Ele é um fenômeno, um grande atleta e corre bem desde que era muito jovem. Estou muito satisfeito com a segunda colocação", comemorou.

Ainda nas semifinais, Bolt esteve muito perto de quebrar o recorde olímpico do canadense Donovan Bailey - 9s85 -, ao cravar apenas um centésimo acima do tempo do campeão olímpico de Atlanta 1996. Só que o atleta claramente "tirou o pé" nos metros finais, poupando-se para a etapa seguinte.

Na mesma fase, um dos atletas apontados como rival do jamaicano, o norte-americano Tyson Gay, decepcionou e não se garantiu entre os finalistas olímpicos.

Confira a classificação da final masculina dos 100 metros (vento: 0,0 m/s):
1. Usain Bolt (JAM) - 9s69 (RM)
2. Richard Thompson (TRI) - 9s89
3. Walter Dix (EUA) - 9s91
4. Churandy Martina (AHO) - 9s93
5. Asafa Powell (JAM) - 9s95
6. Michael Frater (JAM) - 9s97
7. Marc Burns (TRI) - 10s01
8. Doc Patton (EUA) - 10s03

Ricardo/Emanuel salva 4 match points e mantém sonho do bi

A dupla brasileira formada por Ricardo e Emanuel, atuais campeões olímpicos no vôlei de praia, passaram sufoco, mas conseguiram virar e derrotar os russos Barsuk e Kolodizkiy. Os atletas chegaram a salvar quatro match points no segundo set antes de vencer e classificar o Brasil para as quartas-de-final da competição olímpica.


Medalhista de ouro em Atenas 2004, a dupla avançou ao vencer por 2 sets a 1, com parciais de 18/21, 25/23 e 15/12, neste sábado.

Com a vitória, os brasileiros enfrentarão nas quartas os norte-americanos Gibb e Rosenthal, que superaram os espanhóis Herrera e Mesa por 2 sets a 0, com parciais de 26/24 e 21/17.

Antes de Ricardo e Emanuel pisarem nas areias de Pequim neste sábado, os compatriotas Márcio e Fábio Luiz passaram pelos japoneses Asahi e Shiratori e também confirmaram presença na próxima fase do torneio olímpico.

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Com Giba, Brasil se reabilita e garante vaga

No retorno do ponteiro Giba como titular, a Seleção Brasileira conseguiu se recuperar da derrota para a Rússia e voltou a vencer nos Jogos Olímpicos de Pequim. O time comandado por Bernardinho passou pela Polônia por 3 sets a 0, com parciais de 30/28, 25/19 e 25/19, e assegurou sua vaga para as quartas-de-final do torneio olímpico de vôlei.


Capitão da Seleção, Giba ficou de fora da vitória brasileira sobre a Sérvia e atuou somente no último set na derrota para os russos. No entanto, recuperado de uma lesão no ombro, o jogador retornou à liderança da equipe verde e amarela com uma vitória neste sábado.

Na primeira parcial, o Brasil teve dificuldades para colocar a bola no chão dos poloneses e fechou o set somente em 30/28.

Com isso, os poloneses se desestabilizaram e o Brasil passou a dominar as ações, fechando os sets seguintes por 25/19 e 25/19, sem deixar qualquer reação da Polônia.

O último compromisso da equipe pela fase de grupos é nesta segunda-feira, diante da Alemanha, em jogo marcado para 1h (de Brasília). Caso a Polônia derrote a Rússia, o Brasil tem chances de ficar com o primeiro lugar no grupo.

Djokovic se recupera de vacilo e fica com o bronze após triunfo sobre James Blake

O choro das semifinais deu lugar a um agradecimento aos céus. Menos de 24h depois de cometer um erro infantil que lhe tirou da final olímpica e sair da quadra às lágrimas, Novak Djokovic mostrou-se recuperado psicologicamente e superou o americano James Blake. Por 6/3 e 7/6 (7/4), o sérvio número 3 do mundo garantiu a medalha de bronze nos Jogos de Pequim.

Ao forçar um erro de Blake no match point, Djokovic se ajoelhou na quadra, juntou as mãos em posição de oração e olhou para o céu, agradecendo pela conquista. O sérvio voltará à quadra principal do Centro de Tênis de Pequim neste domingo, após a final entre Rafael Nadal e Fernando González, para subir ao pódio e receber o sonhado prêmio.

Djokovic foi mais regular durante toda a partida, e não permitiu que o americano quebrasse seu serviço uma vez sequer. O sérvio também teve poucas chances no game do adversário, mas converteu um break point, que acabou sendo decisivo no primeiro set. No tie-break decisivo da segunda parcial, o sérvio foi praticamente perfeito. Sacou bem e esperou por erros de Blake.

Asafa Powell e Usain Bolt travam duelo final nos 100m; Tyson Gay decepciona

O aguardado duelo entre os jamaicanos Usain Bolt, Asafa Powell e o americano Tyson Gay para saber quem é o homem mais rápido do mundo na prova dos 100m ficou restrito aos dois primeiros. Recuperando-se de lesões musculares, Gay fez apenas o quinto tempo da segunda semifinal e está fora da final da prova mais nobre do atletismo.

Bolt, recordista mundial com 9s72, venceu a primeira semifinal com o tempo de 9s85. Na prova seguinte, Churandy Martina queimou a primeira largada. Na partida que valeu, Asafa Powell venceu com 9s91.

Nas quartas-de-final da prova, Gay já havia demonstrado não ter recuperado o ritmo de competição após se lesionar nas seletivas americanas, em junho. Na ocasião, ele sofreu uma distensão muscular na coxa esquerda e só voltou a competir em Pequim. Entre os 16 semifinalistas no estádio Ninho do Pássaro, o americano tinha apenas o nono tempo - 10s09. Conseguiu mehorar 0s04, mas não foi o bastante para chegar à final.

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Sueco que protestou na luta greco-romana fica sem medalha

O sueco Ara Abrahamian, atleta de luta greco-romana que jogou a sua medalha de bronze no chão em protesto contra a arbitragem, foi desclassificado dos Jogos Olímpicos de Pequim. O seu prêmio deve ser repassado ao francês Milonin Noumonvi, porém, a decisão ainda não foi tomada pelo COI (Comitê Olímpico Internacional).

O sueco, ganhador da medalha de prata nos Jogos de Atenas, em 2004, subiu ao pódio indignado, onde iniciou o seu protesto. Depois de recebê-la, tirou o prêmio do pescoço, desceu do pódio e categoricamente a jogou no meio do ringue da luta greco-romana.

Abrahamian acredita que venceu a semifinal contra o italiano Andrea Minguzzi, que mais tarde conquistaria a medalha de ouro na categoria até 84kg. O triunfo, entretanto, foi dado para o adversário. Revoltado, o lutador partiu para cima dos árbitros argumentando furiosamente. Abrahamian teve que ser contido pelos companheiros de equipe.

Furioso e sem falar com os repórteres, o sueco deixou a arena, mas não sem antes dar um murro na placa de alumínio que ficava ao redor do ringue.

O sueco, então, venceu a repescagem e acabou ganhando uma das duas medalhas de bronze da modalidade. No momento da premiação, Abrahamian abandonou o pódio e livrou-se da medalha.
Após o protesto de Abrahamian, a medalha foi devolvida à organização dos Jogos Olímpicos.